Só aquela que nada via podia saber a cor

Os seis bancos de uma praça tinham sido pintados há pouco, três deles verdes, dois azuis e um branco. Quatro amigas, Arlete, Berenice, Carla e Dora, foram à praça levar seus cachorros para passear e, enquanto esperavam, sentaram-se, cada uma em um banco. Prestando atenção ao que seus cachorros faziam, nenhuma delas notou o banco no qual sentara nem nos bancos que suas amigas sentaram.
Quando foram embora, andando em fila com seus cachorros, cruzaram com uma amiga que avisou-as que as partes traseiras de suas roupas estavam pintadas das cores dos bancos. Elas olharam frustradas e chateadas para os seis bancos recém-pintados. Como andavam em fila, levando seus cachorros, Arlete, que estava atrás de todas e podia ver as roupas manchadas de suas amigas, disse “não sei de que cor minha roupa foi manchada”. Em seguida, Berenice, que podia ver a cor das manchas nas costas de Carla e Dora, mas não na sua própria nem na de Arlete, afirmou “eu também não”. A seguir, Carla, a segunda da fila e que só via as costas de Dora, também afirmou não saber de que cor sua roupa estaria manchada.
Dora que não podia ver as costas dela mesma nem de suas amigas, disse “eu sei em que banco sentei”.
Como Dora, que nada via, podia saber qual era a cor do banco que sujara sua roupa?

Quem é o mentiroso?

A polícia de um país no qual habitavam pessoas que sempre diziam a verdade e outras que sempre mentiam, prendeu quatro suspeitos de um crime e interrogou cada uma delas separadamente. A primeira disse que entre eles havia apenas um mentiroso; a segunda disse que havia dois mentirosos e dois que só falavam a verdade; a terceira afirmou que três deles eram mentirosos e um, não; e a última pessoas disse que todos os quatro eram mentirosos. 
Quais deles eram os mentirosos e quais falavam a verdade?

Casais ciumentos

Duas jovens e belas noivas e seus respectivos e atraentes noivos precisavam atravessar um rio. Entretanto, eles dispunham de um barco que não poderia levar mais do que duas pessoas sem afundar. Para evitar cenas de ciúmes ou constrangimentos, uma noiva não poderia ficar com um homem, em uma das margens do rio, se o seu noivo não estivesse junto.
         Qual a estratégia para atravessar o rio sem criar nenhum mal estar entre os casais? E se fossem três os casais?

Os monges de olhos verdes


    Em uma distante e alta montanha há um monastério com 100 monges que jamais falam uns com os outros, pois isso seria considerado uma falta totalmente inaceitável. Mas essa não é a única coisa estranha nesse mosteiro: os monges acreditam piamente que aqueles que têm olhos verdes são amaldiçoados, devendo abandonar o monastério durante a noite, para preservar a sacralidade do local. E essa sagrada regra jamais seria desobedecida pelos monges desta história.
Como os monges se recolhem para dormir ao cair da noite, em quartos separados e isolados, caso alguém abandonasse o mosteiro, isso só seria sabido na manhã seguinte, quando todos os monges se reunissem para o café da manhã em uma grande mesa.
    Além de jamais dizerem uma única palavra, nesse monastério não há espelhos ou qualquer outra coisa que possa refletir a imagem de uma pessoa, pois ver o próprio rosto é considerado uma violação gravíssima de um preceito sagrado. Portanto, impedidos de trocar sequer uma única palavra, alguém que tenha olhos verdes não tem como saber disso (pense que eles foram para o monastério ainda quando eram crianças muito pequenas, que sequer sabiam ver cores...). Assim, os monges viviam em paz, apesar de haver entre eles 10 com olhos verdes, que, claro, não sabiam disso.





    Mas um dia um montanhista aventureiro passou em frente à mesa onde os 100 monges tomavam o café da manhã. Inadvertidamente, comentou em voz alta “puxa, não sabia que pessoas com olhos verdes poderiam ser monges”.  Fez esse comentário e continuou seu caminho, sem dizer quantos eram os monges de olhos verdes. Todos ouviram esse comentário, mas mantiveram o sagrado silêncio absoluto.
Na primeira noite, nenhum monge deixou o monastério e, na manhã seguinte, todos os cem monges se encontraram no café da manhã. Nada aconteceu também na segunda noite: ninguém abandonou o monastério. Os dias foram se passando até que no décimo primeiro dia apenas os 90 monges que não tinham olhos verdes se encontraram para o café da manhã. Os outros dez companheiros haviam abandonado o monastério durante a noite.
    Como isso aconteceu?

Fios embaralhados

Um tubo com 36 fios isolados uns dos outros foi enterrado ao longo de um trecho de vinte quilômetros. Depois de completado o serviço, verificou-se que os extremos de um mesmo fio não foram previamente marcados e todos eram idênticos. Isso, evidentemente, criou um enorme problema. Depois de muita discussão, um dos técnicos, bastante experiente, disse que resolveria o problema.
“Eu resolvo esse problema e marco os dois extremos de cada um dos fios apenas com uma ida e volta até o outro extremo do tubo. Para isso, preciso apenas uma fonte de tensão (uma bateria ou uma pilha, por exemplo) e uma lâmpada, para testar continuidade, e etiquetas e caneta para marcar os fios”.
Como isso foi feito?

Duas luvas para examinar três pacientes

Um médico, chamado às pressas para um lugar remoto, precisava examinar três pessoas que poderiam estar com uma doença grave e facilmente transmissível. Por isso, esse exame deveria ser feito com luvas, que impediriam o médico de se contaminar e de contaminar as outras pessoas caso alguma delas estivesse contaminada. Assim, as luvas usadas para examinar uma pessoa não poderiam ser usadas no exame de outra pessoa, nem o médico poderia tocar nelas com suas mãos desprotegidas.
Mas havia um problema: o médico dispunha de apenas dois pares de luvas.
Como examinar as três pessoas sem que nenhuma delas, nem o médico, corresse risco? (O médico precisava usar as duas mãos no exame.)

Repartindo o chocolate

         Uma barra de chocolate tem m×n pequenos retângulos. Quantas vezes você precisaria quebrar essa barra para separar todos eles?